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Guia Brasil→Portugal · 18 de junho de 2026

Vistos D7 e D8: como o brasileiro pode morar legalmente em Portugal em 2026

Depois do fim do Golden Visa por imóvel, entenda de uma vez qual visto encaixa no seu perfil e quanto de renda cada um exige.

Se você é brasileiro e sonha em morar em Portugal, provavelmente já ouviu falar dos vistos D7 e D8. Eles se tornaram os dois caminhos mais usados por quem quer se mudar de forma legal e planejada — principalmente depois que a compra de imóvel deixou de dar direito ao antigo Golden Visa. Vou explicar cada um com números concretos de 2026 para você entender qual faz mais sentido para a sua vida.

O que mudou: o fim do Golden Visa por imóvel

Durante anos, muita gente acreditou que bastava comprar uma casa em Portugal para conseguir residência. Isso acabou. Em outubro de 2023, a Lei n.º 56/2023, dentro do pacote Mais Habitação, eliminou a compra de imóveis como forma de obter o Golden Visa. Deixaram de valer as aquisições a partir de 350.000 e 500.000 euros que antes davam direito ao programa.

O Golden Visa ainda existe, mas hoje só por outras vias, como fundos de investimento e apoio cultural. Para a maioria das famílias brasileiras, quem quer de fato viver aqui, os caminhos práticos passaram a ser o D7 e o D8.

Visto D7: para quem vive de renda ou aposentadoria

O D7 é o visto de residência para quem tem rendimentos passivos e estáveis — aposentadoria, aluguéis, pensões, dividendos ou aplicações que pinguem todo mês. É o queridinho de aposentados e de quem construiu patrimônio que gera renda sozinho.

Visto D8: para o nômade digital e o trabalhador remoto

O D8 é a via oficial de residência para quem trabalha remotamente para empresas ou clientes de fora de Portugal — funcionários CLT em regime remoto, freelancers e prestadores de serviço. A grande diferença é que a renda vem do seu trabalho ativo, não de rendimentos passivos.

Dica de quem vive o mercado: muita gente chega focada só no visto e esquece de organizar a renda no papel. Comece a formalizar seus comprovantes com meses de antecedência — extratos, contratos e declarações traduzidas e apostiladas. É isso que faz a diferença entre uma aprovação tranquila e uma exigência que atrasa tudo.

D7 ou D8: como escolher

A escolha é mais simples do que parece e depende de de onde vem o seu dinheiro:

Nos dois casos, o visto de residência é válido por cerca de 120 dias para você entrar em Portugal. Dentro desse prazo, agenda-se o atendimento na AIMA para coleta de biometria e emissão da autorização de residência, válida por 2 anos e renovável. Vale lembrar que, desde 2026, boa parte do pedido de D8 passou a ser feita presencialmente pela VFS Global.

Um ponto importante antes de decidir

As regras de imigração em Portugal mudam com frequência — valores, salário mínimo de referência e procedimentos são atualizados quase todo ano. Os números aqui servem para você se planejar, mas confirme sempre os requisitos atuais nas fontes oficiais: o portal de vistos do governo português e a AIMA, ou junto ao consulado que atende a sua região. Um bom projeto de mudança combina o visto certo com uma escolha inteligente de onde morar — e é aí que eu posso te ajudar a entender o mercado do Algarve e de Portugal com segurança.

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Fontes

Vistos MNE (Governo de Portugal) — tipos de visto nacional e requisitos gerais
AIMA — autorização de residência: regime e requisitos gerais
idealista — Mais Habitação em vigor: fim dos vistos gold por imóvel
Startbe Global — visto D8 para nômades digitais: renda mínima 2026
Conteúdo informativo, gerado com apoio de inteligência artificial e revisão editorial. Não constitui aconselhamento financeiro ou fiscal. Condições sujeitas a alteração — confirme sempre os valores e regras atuais.